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Identifique os sinais. Escolha a opção que mais representa seu filho:

Seu filho adolescente é inteligente, mas as notas não mostram isso? Esquece tudo, parece desligado, não consegue se organizar e você já não sabe mais o que fazer? Esses podem ser sinais de déficit de atenção. Investigar agora evita anos de sofrimento.

O Que é Déficit de Atenção e Por Que Aparece na Adolescência

O Transtorno do Déficit de Atenção, conhecido popularmente como déficit de atenção ou TDA, é uma condição neurobiológica que afeta a capacidade de manter o foco, controlar impulsos e organizar tarefas. Diferente do que muitos pensam, não é uma questão de força de vontade ou educação. O cérebro de quem tem déficit de atenção funciona de maneira diferente, especialmente nas áreas responsáveis pelas funções executivas.

Por Que Só Aparece Agora?

Muitos pais se perguntam: se meu filho sempre teve isso, por que só estou percebendo agora? A resposta está nas mudanças que acontecem na transição para a adolescência. Durante a infância, a estrutura escolar é mais simples, os pais têm maior controle sobre a rotina e as demandas cognitivas são menores. Conforme seu filho cresce, ele precisa lidar com múltiplas matérias, trabalhos de longo prazo, maior autonomia e cobranças sociais mais complexas.

É como se o déficit de atenção estivesse ali o tempo todo, mas as circunstâncias da vida permitiam que ele passasse despercebido. Agora, com o aumento das exigências, aquilo que antes era “dar um jeitinho” já não funciona mais. E não é culpa sua nem do seu filho. É simplesmente o momento em que a condição se torna mais visível.

Perguntas Frequentes

1. Em qual idade o TDAH se manifesta?

O TDAH está presente desde o nascimento, mas os sintomas frequentemente só se tornam evidentes quando as demandas aumentam. Muitos casos são identificados apenas na adolescência, quando a escola exige mais organização, autonomia e foco. Se você está percebendo sinais agora no seu filho adolescente, isso não significa que o problema surgiu agora — significa que agora ele ficou visível.

2. Qual é o exame que faz para saber se meu filho tem TDAH?

O diagnóstico de TDAH é feito através de uma avaliação neuropsicológica, que inclui testes padronizados de atenção, memória, funções executivas e comportamento. Não existe um exame de sangue ou imagem que detecte o TDAH. A avaliação é realizada por neuropsicólogo e considera também o histórico escolar e familiar.

3. O que acontece se não tratar o Déficit de Atenção?

Sem acompanhamento adequado, o adolescente pode enfrentar queda no rendimento escolar, baixa autoestima, dificuldades nos relacionamentos e maior risco de ansiedade e depressão. A longo prazo, o TDAH não tratado pode impactar escolhas profissionais e qualidade de vida. A boa notícia é que, com tratamento, esses riscos diminuem significativamente.

4. Quais são os 3 tipos de TDAH?

O TDAH se divide em três apresentações: Predominantemente Desatento (dificuldade de foco, esquecimentos, desorganização), Predominantemente Hiperativo-Impulsivo (inquietação, impulsividade, dificuldade de esperar) e Combinado (sintomas de ambos). Na adolescência, o tipo desatento é frequentemente subdiagnosticado porque não causa “problemas de comportamento” visíveis.

5. Quem tem TDAH tem direito a algum benefício do governo?

Depende do grau de comprometimento. Em casos mais severos, o TDAH pode ser enquadrado como deficiência, garantindo direitos como adaptações escolares (tempo extra em provas, por exemplo) e, em situações específicas, acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). O laudo médico ou neuropsicológico é essencial para solicitar esses direitos. Consulte um profissional para avaliar o caso do seu filho.

6. O que fazer quando seu filho tem déficit de atenção?

O primeiro passo é buscar uma avaliação profissional para confirmar o diagnóstico. A partir daí, o tratamento pode incluir acompanhamento psicológico, estratégias de organização, adaptações escolares e, em alguns casos, medicação. Em casa, o mais importante é mudar a abordagem: trocar cobranças por apoio, criar rotinas estruturadas e celebrar pequenos avanços. Seu filho precisa sentir que você está do lado dele, não contra ele.


Importante: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional qualificado. Se você identificou sinais preocupantes no comportamento do seu filho adolescente, a avaliação neuropsicológica é o caminho mais seguro para obter respostas. Clique abaixo e converse com a nossa equipe pelo WhatsApp — estamos prontos para orientar você.

Aline Maia

Com mais de 20 anos de experiência no comportamento humano. Especializada em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva, Terapias Cognitivo-Comportamentais na Infância e Adolescência e Saúde Hospitalar com ênfase em Saúde Mental.
Gestora, Professora de desenvolvimento pessoal e dedicada a promover a saúde mental e qualidade de vida dos pacientes.

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