+55 27 99802-7523

contato@institutopsicologico.com.br

Seg - Sex: 8H às 18:00h

Identifique os sinais. Escolha a opção que mais representa seu filho:

Você sabe que seu filho é inteligente. Ele entende tudo rápido, tem raciocínio afiado, mas na hora de produzir… trava. Provas em branco, potencial desperdiçado, frustração de todos. Não é preguiça. Pode ser déficit de atenção. Descobrir agora destrava o futuro dele.

Por Que Adolescentes Inteligentes com Déficit de Atenção Parecem Travados?

Essa é uma das situações mais angustiantes para os pais: ver um filho claramente capaz, inteligente, que entende conceitos complexos com facilidade — mas que simplesmente não consegue transformar essa inteligência em resultados. É como ter um carro potente que não sai da garagem.

Inteligência e Déficit de Atenção: Uma Combinação Invisível

Existe um mito perigoso de que pessoas inteligentes não podem ter déficit de atenção. Como se a inteligência fosse uma proteção contra condições neurológicas. Isso não poderia estar mais longe da verdade.

O déficit de atenção não tem nada a ver com capacidade intelectual. Ele afeta as funções executivas — planejamento, organização, início de tarefas, foco sustentado — e não a inteligência em si. Seu filho pode ter um QI acima da média e ainda assim lutar diariamente para colocar essa inteligência em prática.

Na verdade, adolescentes inteligentes com déficit de atenção frequentemente passam despercebidos justamente porque a inteligência mascara as dificuldades. Eles desenvolvem estratégias de compensação, tiram notas “razoáveis” estudando na última hora, e conseguem se virar de formas criativas. Até que não conseguem mais.

O Paradoxo do “Consegue Mas Não Faz”

Você provavelmente já disse ou pensou: “Ele consegue quando quer.” E em certo sentido, você está certo. Seu filho realmente consegue — às vezes. Em determinadas condições. Com certos assuntos. Sob pressão específica.

O problema é que esse “conseguir” não é consistente nem controlável. Não é uma questão de querer ou não querer. É uma questão de o cérebro cooperar ou não cooperar.

No déficit de atenção, a motivação e a capacidade de iniciar tarefas dependem muito mais de fatores externos (urgência, interesse, novidade) do que da simples decisão de fazer. Seu filho não está escolhendo travar. O cérebro dele literalmente não libera os neurotransmissores necessários para “dar partida” em certas tarefas.

A Paralisia de Quem Pensa Demais

Adolescentes inteligentes com déficit de atenção frequentemente sofrem de uma forma específica de paralisia: eles pensam tanto sobre o que precisam fazer que nunca começam a fazer.

A mente deles funciona em alta velocidade, gerando ideias, possibilidades, cenários. Mas quando chega a hora de transformar pensamento em ação, algo trava. É como se houvesse um abismo entre o “planejar” e o “executar” que eles não conseguem atravessar.

Esse fenômeno é tão comum que tem nome: paralisia por análise. E no déficit de atenção, ele é potencializado pela dificuldade nas funções executivas.

FAQ Perguntas Frequentes

1. É possível ser inteligente e ter TDAH?

Sim, absolutamente. Inteligência e TDAH são coisas independentes. O TDAH afeta as funções executivas — capacidade de planejar, organizar, iniciar tarefas e manter o foco — mas não afeta a inteligência em si. Muitas pessoas brilhantes têm TDAH. Na verdade, adolescentes inteligentes frequentemente recebem diagnóstico tardio justamente porque a inteligência mascara as dificuldades: eles desenvolvem estratégias de compensação que funcionam até certo ponto.

2. O que pode ser confundido com déficit de atenção?

Várias condições podem apresentar sintomas parecidos: ansiedade, depressão, distúrbios do sono, problemas de visão ou audição, altas habilidades/superdotação, e até situações de estresse em casa ou na escola. Por isso, a avaliação profissional é fundamental. Um neuropsicólogo consegue diferenciar TDAH de outras condições através de testes específicos. Não tente diagnosticar em casa — busque um especialista.

3. Quando o TDAH trava?

O “travamento” no TDAH geralmente acontece diante de tarefas que não oferecem recompensa imediata, parecem complexas demais, ou não despertam interesse natural. O cérebro com TDAH depende muito mais de motivação externa para “dar partida”. Seu filho pode travar na hora de começar a estudar, organizar um trabalho, ou fazer qualquer coisa que pareça grande e sem prazo urgente. Não é falta de vontade — é o cérebro que não libera a dopamina necessária para iniciar.

4. É possível ter TDAH e QI alto?

Sim. Estudos mostram que o TDAH ocorre em todas as faixas de QI, inclusive acima da média. Na verdade, pessoas com QI alto e TDAH frequentemente sofrem mais, porque a expectativa sobre elas é maior e a frustração de não conseguir produzir à altura do próprio potencial é intensa. A combinação de alta inteligência com dificuldade nas funções executivas cria o padrão clássico: “ele é tão inteligente, por que não consegue?”

5. O que é TDAH intelectual?

Não existe um tipo chamado “TDAH intelectual”. O que existe são pessoas com TDAH que também têm alta capacidade intelectual. Essa combinação pode dificultar o diagnóstico, pois a inteligência compensa parcialmente os déficits de atenção. O termo correto para os tipos de TDAH são: Predominantemente Desatento, Predominantemente Hiperativo-Impulsivo e Combinado. Se seu filho é inteligente e apresenta dificuldades de atenção, ele pode ter TDAH em qualquer uma dessas apresentações.

6. Qual o QI de uma criança com TDAH?

O TDAH não está relacionado a nenhuma faixa específica de QI. Crianças e adolescentes com TDAH podem ter QI baixo, médio, alto ou muito alto. A condição afeta as funções executivas, não a capacidade intelectual. É comum que avaliações neuropsicológicas mostrem discrepância: o adolescente pode ter QI superior em testes de raciocínio, mas desempenho inferior em testes que exigem atenção sustentada e velocidade de processamento.

7. O TDAH é considerado deficiência intelectual?

Não. TDAH e deficiência intelectual são condições completamente diferentes. A deficiência intelectual envolve limitações significativas no funcionamento intelectual (QI abaixo de 70). O TDAH, por outro lado, não afeta a inteligência — afeta a capacidade de usar essa inteligência de forma consistente. Seu filho pode ser extremamente inteligente e ter TDAH. As dificuldades dele não são de compreensão, são de execução.


Importante: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional qualificado. Se você identificou sinais preocupantes no comportamento do seu filho adolescente, a avaliação neuropsicológica é o caminho mais seguro para obter respostas. Clique abaixo e converse com a nossa equipe pelo WhatsApp — estamos prontos para orientar você.

Aline Maia

Com mais de 20 anos de experiência no comportamento humano. Especializada em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva, Terapias Cognitivo-Comportamentais na Infância e Adolescência e Saúde Hospitalar com ênfase em Saúde Mental.
Gestora, Professora de desenvolvimento pessoal e dedicada a promover a saúde mental e qualidade de vida dos pacientes.

Artigos Recomendados