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Seu filho tem TDAH ou é “só desorganizado”? Essa dúvida é mais comum do que você imagina — e a resposta exige observação cuidadosa. A boa notícia: há sinais claros que ajudam a identificar.
Dificuldades persistentes de concentração, desorganização extrema, impulsividade fora do comum e queda significativa no desempenho escolar são sinais que merecem atenção. O desafio é saber quando isso ultrapassa o esperado para a idade.
O TDAH afeta aproximadamente 5% a 7% dos adolescentes brasileiros. Apesar de ser um transtorno presente desde a infância, muitos casos só são identificados na adolescência — quando as demandas aumentam e as estratégias compensatórias param de funcionar. Se você reconhece esse padrão no seu filho, está no lugar certo.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O TDAH nasce ou se adquire?
O TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento com forte base genética — ou seja, a pessoa nasce com a predisposição neurobiológica para o transtorno. Estudos com gêmeos indicam heritabilidade entre 70% e 80%, o que significa que fatores genéticos são os principais determinantes. O TDAH não é causado por má educação, excesso de telas, açúcar ou falta de limites. No entanto, fatores ambientais como exposição a toxinas durante a gestação, prematuridade e baixo peso ao nascer podem contribuir para a expressão do transtorno em pessoas geneticamente predispostas. Os sintomas estão presentes desde a infância, mesmo que só sejam reconhecidos na adolescência.
2. O TDAH piora na adolescência?
O TDAH em si não piora, mas a adolescência frequentemente intensifica a percepção dos sintomas. Isso ocorre porque as demandas acadêmicas, sociais e de autonomia aumentam significativamente nessa fase, enquanto o suporte externo (supervisão dos pais, rotinas estruturadas) diminui. Estratégias compensatórias que funcionavam na infância deixam de ser suficientes. Além disso, mudanças hormonais da puberdade podem afetar a regulação emocional e a atenção, especialmente em meninas. O resultado é que adolescentes que “se viravam” antes começam a apresentar dificuldades evidentes, levando muitas famílias a buscar avaliação nessa fase.
3. Quais são os 3 principais comportamentos do TDAH?
Os três pilares comportamentais do TDAH são: desatenção, caracterizada por dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, desorganização e facilidade em se distrair; hiperatividade, que em adolescentes se manifesta como inquietação interna, dificuldade para relaxar e necessidade constante de estimulação; e impulsividade, marcada por decisões precipitadas, interrupção de conversas, dificuldade em esperar e reações emocionais intensas. Nem todos os adolescentes apresentam os três comportamentos na mesma intensidade — alguns têm predomínio desatento, outros hiperativo-impulsivo, e muitos apresentam a forma combinada.
4. O que causa crise no TDAH e o que fazer?
As crises no TDAH geralmente são desencadeadas por sobrecarga sensorial, frustração acumulada, privação de sono, estresse intenso ou situações que exigem controle executivo além da capacidade do adolescente. Sinais incluem explosões emocionais, irritabilidade extrema, paralisia diante de tarefas e comportamentos impulsivos intensificados. Quando seu filho estiver em crise, mantenha a calma e evite confrontos diretos. Reduza estímulos do ambiente, ofereça um espaço tranquilo e evite cobranças naquele momento. Após a crise, converse sobre o que aconteceu sem julgamentos. Se as crises forem frequentes, isso deve ser discutido com o profissional que acompanha o adolescente.
5. Como o TDAH é tratado na adolescência?
O tratamento do TDAH em adolescentes é multimodal, combinando diferentes abordagens. O tratamento medicamentoso com estimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) ou não estimulantes é frequentemente indicado e apresenta eficácia em 70% a 80% dos casos — a prescrição deve ser feita por médico psiquiatra após avaliação cuidadosa. A terapia cognitivo-comportamental ajuda o adolescente a desenvolver estratégias de organização, gestão do tempo e regulação emocional. Adaptações escolares podem ser solicitadas com base na Lei nº 14.254/2021. A psicoeducação para pais e família também é componente importante, ajudando todos a compreenderem o transtorno e ajustarem expectativas.
6. O TDAH é considerado uma doença mental?
O TDAH é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, não como uma “doença mental” no sentido tradicional. Ele está presente desde o nascimento e reflete diferenças no funcionamento cerebral, não uma patologia adquirida ou degenerativa. Embora esteja incluído em manuais de saúde mental como o DSM-5, o termo mais preciso é condição neurobiológica. Adolescentes com TDAH não são “doentes” — possuem um cérebro que funciona de maneira diferente e que, com diagnóstico e suporte adequados, podem desenvolver suas capacidades plenamente. O TDAH não define a inteligência, o caráter ou o potencial do seu filho.
7. Quando devo procurar um profissional para avaliar meu filho?
Procure avaliação quando: os sintomas são persistentes (não ocasionais), aparecem em múltiplos contextos (casa, escola, social), causam prejuízos reais (notas, relacionamentos, autoestima), você percebe que algo não está certo — mesmo sem saber explicar, ou quando há indicação de um profissional como neurologista, psiquiatra, pediatra ou psicólogo. A avaliação neuropsicológica é o caminho mais seguro para identificar se é TDAH, outra condição, ou características típicas da adolescência. Muitas vezes, o médico solicita essa avaliação para complementar o diagnóstico e definir o melhor tratamento. Quanto antes a investigação, melhores os resultados.
Importante: Importante: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional qualificado. Se você identificou sinais preocupantes no comportamento do seu filho adolescente, a avaliação neuropsicológica é o caminho mais seguro para obter respostas. Olá! Estou preocupado com sinais de desatenção no meu filho adolescente. Gostaria de saber mais sobre avaliação.
